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IA na música e no cinema: artistas questionam até onde a tecnologia pode substituir o humano

IA na música e no cinema: artistas questionam até onde a tecnologia pode substituir o humano

IA na música e no cinema: artistas questionam até onde a tecnologia pode substituir o humano

Leia a máteria completa: https://bluestudio.estadao.com.br/agencia-de-comunicacao/empreenda-mais/ia-na-musica-e-no-cinema-artistas-questionam-ate-onde-a-tecnologia-pode-substituir-o-humano/

Após crítica de Maria Rita ao uso da inteligência artificial na música, cantores, atores e profissionais do audiovisual discutem limites da ferramenta e defendem criatividade, autoria e emoção

A inteligência artificial já faz parte da rotina da indústria criativa. Está presente na produção audiovisual, na música, na publicidade e no mercado de influência, ajudando a organizar ideias, editar conteúdos, criar referências e reduzir custos. O avanço, porém, também provoca resistência entre artistas que temem que a ferramenta deixe de ser um recurso de apoio e passe a ocupar o lugar de quem cria.

A discussão ganhou força após a cantora Maria Rita criticar o uso indiscriminado da IA na música. O debate também chegou a Hollywood, onde atores e profissionais do audiovisual discutem o uso de réplicas digitais, personagens artificiais e performances geradas por tecnologia. O sindicato norte-americano SAG-AFTRA ampliou em seu acordo de 2026 as proteções relacionadas às réplicas digitais e performances sintéticas.

Entre artistas brasileiros independentes, a posição não é necessariamente de rejeição completa. O ponto de convergência está no limite entre utilizar a tecnologia para facilitar o trabalho e permitir que ela substitua o processo artístico.

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Divulgação 1

No audiovisual, a discussão ganha uma perspectiva diferente quando observada por quem já utiliza a tecnologia na produção. Gabriel Nascimento (@eu.gabrielnascimento), sócio fundador e diretor executivo da Novelo Produções, radialista e pós-graduado em Direção de Arte para Propaganda, vê ganhos concretos de produtividade em processos como brainstorming, referências visuais, edição e otimização de conteúdo.

“A IA está redesenhando a régua de tempo e custo da produção, não substituindo a essência criativa. Processos que levavam dias agora levam horas.”

Para ele, o risco está em transformar a tecnologia em um atalho para eliminar profissionais e etapas criativas. “Quem trata IA como atalho perde qualidade; quem trata como aceleradora de processo ganha competitividade.”

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